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Não é só a Eletrobrás: Bolsonaro quer entregar a Petrobrás e a Amazônia

Geral, 27 de Maio de 2022 às 20:04h

Depois de colocar a Eletrobrás a venda e de oferecer a Petrobrás, agora foi a vez de oferecer as florestas e suas riquezas para o bilionário americano Elon Musk.

Bolsonaro ofereceu ao bilionário Elon Musk o controle da Amazônia

 

Já ofereceu as florestas e suas riquezas para o bilionário americano Elon Musk. Colocou à venda a preço de banana a Eletrobrás, maior empresa de energia elétrica da América Latina, e acaba de oferecer a Petrobrás. “Se formos reeleitos, venderemos a estatal do petróleo”, disse Guedes.

    

Não é só a Petrobrás e a Eletrobrás, duas empresas de sucesso construídas pelos brasileiros, que Bolsonaro quer entregar para os estrangeiros. Recentemente ele ofereceu a Amazônia de bandeja para o bilionário americano Elon Musk “tomar conta”. Apesar dos disfarces, poucas vezes se viu no Brasil um governo tão submisso e entreguista como o atual.

 

A maior descoberta de petróleo das últimas décadas no mundo foi feita pela Petrobrás, mas Bolsonaro não valoriza nada disso. O Pré-sal é a província petroleira descoberta graças à ciência e a técnica brasileiras. A Petrobrás descobriu o óleo a 6 mil metros de profundidade no mar. Isso deu ao Brasil uma riqueza que, segundo estimativas iniciais, apontam para mais de 100 bilhões de barris de petróleo, podendo ser mais.

 

Mas, Guedes acaba de dizer que, se Bolsonaro for reeleito, a empresa será vendida ao capital estrangeiro.

 

Bolsonaro já vem sabotando o país com medidas em relação a essas duas duas empresas desde que assumiu. Elevou as tarifas de energia para os níveis mais altos do mundo e deixou explodir os preços dos combustíveis, tudo para arrochar a população e desgastar as empresas públicas, prepararando a sua privatização.

 

Muda o presidente da petroleira como se trocasse de camisa, sempre com o intuito de seguir esquartejando a estatal e praticando preços dolarizados. Medidas que só beneficiam os acionistas estrangeiros e os importadores de derivados.

 

As empresas americanas nunca exportaram tantos derivados de petróleo para o Brasil como agora. Estão ganhando bilhões, enquanto as nossas refinarias são sucateadas e vendidas e o povo brasileiro paga a gasolina mais cara do mundo.    

 

Bolsonaro em atos antidemocráticos (reprodução)

 

A Eletrobrás é a maior empresa de energia da América Latina. Possui dezenas das maiores usinas hidroelétricas do país. É responsável por 50% das linhas de transmissão e, mais importante ainda, detém os maiores reservatórios de água do Brasil.

 

Isso coloca o Brasil como um dos países com a melhor matriz energética do planeta, o que só foi possível graças aos trabalhadores, à engenharia nacional e à determinação de homens como Getúlio Vargas, João Goulart, Gabriel Passos e tantos outros. Mas, Bolsonaro está se lixando para tudo isso e também quer vender a empresa a preços aviltados para o capital estrangeiro.

 

Já se disse que o fascismo na periferia do capitalismo é profundamente servil e entreguista. Aqui não é diferente. Assim foi o integralismo nas décadas de 30 e 40 do século passado que, apesar de se travestir de “nacionalista”, na verdade, defendia com unhas e dentes a submissão a Hitler e à Alemanha nazista, com quem se identificava. Cenário que era adornado com frases de efeito em defesa de Deus, da família, da moral e dos bons costumes.

 

Agora, Bolsonaro repete a mesma ladainha entreguista, inclusive com os mesmos adornos de seus antecessores. A única diferença é que, atualmente, a sua genuflexão é feita para os amos dos EUA, mais precisamente para a extrema-direita americana. Seu servilismo é tamanho que ele decidiu atropelar toda a ciência e a tecnologia espaciais brasileiras, elogiadas em todo o mundo, por sua capacidade de monitorar a Amazônia, para entregar o controle da região a um bilionário americano.

 

Nada do que é brasileiro agrada Bolsonaro. Tanto ele quanto seus filhos são tietes da Disneylândia, da CIA e dos supremacistas brancos americanos. São vendedores de hambúrgueres ávidos por serem paparicados pelos gringos. O primeiro lugar que eles visitaram nos Estados Unidos foi a sede da agência de espionagem americana responsável por golpes de Estado, perseguições e assassinatos na América Latina e em todo o mundo. Saíram exultantes do encontro.    

 

Lembremos que a primeira “reunião de trabalho” de Bolsonaro foi feita nos EUA, em 19 de março de 2019. Foi organizada por Olavo de Carvalho, seu guru, e por grupos de extrema-direita americana. Entre os presentes estava Steve Bannon, um agente do neofascismo americano responsável pela fabricação frenética de fake news que contribuiu para levar Donald Trump ao poder. 

 

Jantar nos EUA em março de 2019 com Bolsonaro ao lado de Steve Bannon (reprodução)

 

Bolsonaro prometeu aos participantes do jantar que seu governo não iria construir nada. “Nosso objetivo é destruir o que foi feito até agora”, disse ele. E é exatamente isso o que ele vem tentando fazer desde que assumiu. Começou na pandemia, sabotando a produção nacional de vacinas, estimulando a morte de brasileiros e atacando médicos e pesquisadores, agora, quer afundar o país destruindo as duas principais empresas brasileiras de energia. Não satisfeito, ofereceu também a Amazônia para Elon Musk.

 

O uso das cores “verde e amarelo” e da bandeira brasileira pelas milícias bolsonaristas, assim como os integralistas, é apenas um disfarce para o entreguismo desaforado do “mito”.

 

Se pudesse, ele usaria a bandeira americana. É esta que ele quer que tremule na sede da Petrobrás e da Eletrobrás. Foi isso o que Guedes disse esta semana, depois de aprovar no Tribunal de Contas da União (TCU) a entrega da Eletrobrás. “Se formos reeleitos, entregaremos a Petrobrás”, prometeu o negociante do patrimônio público. 

 

Fonte:  Hora do Povo

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