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Se Biden se preocupasse com os cubanos, revogaria as medidas de Trump

Geral, 19 de Julho de 2021 às 10:13h

Na quinta-feira 15, o presidente dos Estados Unidos chamou o sistema poltico de Cuba de 'fracassado'.

MIGUEL DÍAZ-CANEL, PRESIDENTE DE CUBA. FOTO: IRENE PÉREZ/CUBADEBATE

 

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, cobrou a revogação dos embargos econômicos impostos pelos Estados Unidos, em resposta a recentes declarações do chefe da Casa Branca, Joe Biden. Na quinta-feira 15, Biden chamou o sistema político cubano de “fracassado".

 

“Se o presidente Joseph Biden tivesse sincera preocupação humanitária pelo povo cubano, poderia eliminar as 243 medidas aplicadas pelo presidente Donald Trump, incluídas as mais de 50 impostas cruelmente durante a pandemia, como primeiro passo para o fim do bloqueio”, escreveu Díaz-Canel.

 

O líder comunista também rebateu diretamente a acusação de fracasso.

 

“Um Estado falido é aquele que, para agradar a uma minoria reacionária e chantagista, é capaz de multiplicar o dano a 11 milhões de seres humanos, ignorando a vontade da maioria dos cubanos, estadunidenses e da comunidade internacional”, afirmou, em referência à sessão da ONU em que todos os países votaram contra o bloqueio, menos os EUA e Israel.

 

Nos Estados Unidos, prosseguiu Canel, “por ineficácia de seu governo, não puderam salvar 600 mil falecidos por Covid-19”. Em seguida, disse que o país norte-americano “tem um vergonhoso recorde de guerras e violência; brutal repressão e assassinatos de cidadãos pela polícia; racismo e violações de direitos humanos”.

 

“Os EUA têm fracassado no empenho de destruir Cuba, apesar de, para consegui-lo, mal gastar bilhões de dólares”, concluiu Díaz-Canel.

 

Cuba é vítima de um bloqueio dos Estados Unidos há 60 anos. Em 2020, em plena pandemia, Havana anunciou prejuízo recorde devido aos embargos, superando pela 1ª vez a marca de 9 bilhões de dólares perdidos, sendo que em 2019 haviam batido o recorde com 5 bilhões de dólares de danos. Os embargos dificultam ou impedem a aquisição de itens essenciais, como alimentos, medicamentos, combustíveis e equipamentos. Biden, no entanto, ainda não sinalizou que revogará o bloqueio.

 

A troca de farpas ocorre depois que uma onda de protestos inéditos ocupou as ruas cubanas, em 11 de julho. Manifestantes clamaram por liberdade e direitos sociais. Segundo o governo, as queixas reportadas dizem respeito a efeitos dos embargos. Os dirigentes comunistas também indicam suspeitas de atuação de grupos financiados pelos Estados Unidos.

 

Fonte: Carta Capital

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